Brasil gastou R$ 37 milhões com ex-presidentes em quatro anos, incluindo presos e residente no exterior

07 de abril de 2026 às 09:09
Política

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Por Redação 

O governo federal gastou R$ 37 milhões com ex-presidentes da República entre 2022 e março de 2026. Os dados, levantados com base em informações da Casa Civil pelo portal R7 Planalto, incluem assessores, motoristas, comunicação e estrutura administrativa garantida por lei aos ex-mandatários.

Dilma Rousseff lidera o ranking com R$ 7,9 milhões no período. Só em 2025, as despesas associadas a ela chegaram a R$ 2,3 milhões, mesmo residindo na China desde 2023, onde preside o banco do Brics. Fernando Collor de Mello aparece logo atrás, com R$ 7,6 milhões acumulados. Em prisão domiciliar desde maio de 2025, Collor registrou R$ 2,2 milhões em gastos apenas naquele ano.

Michel Temer soma R$ 5,4 milhões desde 2022, valor ligeiramente superior ao de Jair Bolsonaro, que acumula R$ 5,1 milhões desde que deixou o cargo em janeiro de 2023. Os custos de Bolsonaro foram mantidos mesmo após sua prisão: nos três primeiros meses de 2025, quando esteve detido na Papudinha, foram empenhados R$ 187,6 mil. A tendência é de alta após decisão do TRF-6 que garantiu a manutenção dos benefícios e a devolução de veículos à sua estrutura.

José Sarney aparece com R$ 4,1 milhões e Fernando Henrique Cardoso com R$ 3,3 milhões. O levantamento inclui ainda R$ 1,8 milhão gasto com Lula antes de sua posse em 2023, quando ainda era ex-presidente.

Nenhuma das assessorias dos ex-presidentes se manifestou até o momento.