Maioria formada: STF já tem 3 a 0 para condenar Eduardo Bolsonaro por coação na trama golpista
Por Redação
O cerco jurídico se fechou de vez para o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma da Corte já formou maioria de votos para condenar o parlamentar pelo crime de coação no curso do processo, após ficar entendido que ele usou sua influência internacional para tentar melar e interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na investigação sobre a trama golpista.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, abriu a sessão votando firme pela condenação. Logo em seguida, ele foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, consolidando o placar de 3 a 0 contra o filho do ex-presidente. Agora, o julgamento aguarda apenas o voto do ministro Flávio Dino, que preside a Primeira Turma.
A tese da PGR aceita pelos ministros
Ao votar com o relator, a maioria do STF concordou com a denúncia pesada feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Para os ministros, ficou comprovado que Eduardo Bolsonaro cruzou o limite do debate político e usou de "grave ameaça" e tentativas de intimidação contra o próprio Judiciário brasileiro.
A acusação detalha que o plano de Eduardo era usar seus canais diretos com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para cavar punições e criar um clima de instabilidade internacional. A ideia era projetar retaliações estrangeiras contra o Brasil e contra os próprios ministros do Supremo, tudo para gerar medo e tentar blindar Jair Bolsonaro de uma iminente condenação pelos atos golpistas de 2022.
Com a maioria já desenhada no plenário, a expectativa agora gira em torno do voto final de Flávio Dino e de qual será a dosimetria da pena aplicada ao herdeiro político da família Bolsonaro.