MP Eleitoral pede impugnação de cinco candidaturas em Alagoas, incluindo a de Yale Fernandes, vice na chapa de Renan Filho

03 de setembro de 2026 às 15:16
Política

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Por Redação com Francês News

As eleições de 2026 em Alagoas têm cinco registros de candidatura contestados pelo Ministério Público Eleitoral, em disputas que vão da chapa majoritária a vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação do Ministério Público Federal em Alagoas.

O caso de maior repercussão envolve Yale Barbosa Fernandes, candidato a vice-governador na chapa de Renan Filho, alvo de ação sob o argumento de ausência de desincompatibilização de fato de cargo público. Outros quatro nomes também são questionados por irregularidades que vão de falhas em afastamentos de cargos públicos a pendências na prestação de contas.

Segundo o levantamento, os processos ativos na Justiça Eleitoral do estado são:

Yale Barbosa Fernandes, candidato a vice-governador, questionado por ausência de desincompatibilização de fato.

Marcia Danielli Silva de Assunção, candidata a deputada estadual, por ausência de comprovação da desincompatibilização de cargo comissionado.

José Vitorino Cavalcante dos Santos, candidato a deputado estadual, por ausência de quitação eleitoral, já que contas relativas às eleições de 2022 foram julgadas não prestadas.

Izael Ribeiro Gomes, candidato a deputado federal, por ausência de comprovação da desincompatibilização de cargo público e de função em sindicato.

Um quinto processo, que mirava o candidato a deputado estadual Cícero Cavalcanti de Araújo por rejeição de contas pelo Tribunal de Contas da União, teve uma reviravolta. Depois que o candidato obteve liminar na Justiça Federal suspendendo os efeitos dos acórdãos do TCU, o próprio MP Eleitoral passou a se manifestar favoravelmente ao deferimento do registro.

Além dos casos individuais, o MP Eleitoral em Alagoas emitiu pareceres contrários a dois Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários do Avante no estado, um para a nominata de deputado federal e outro para a de deputado estadual, sob a justificativa de descumprimento da cota de gênero, que exige entre 30% e 70% de candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais.

No cenário nacional, mais de 70% das impugnações se concentram nas disputas para deputado estadual e federal, com 13 DRAPs contestados em seis estados por falhas em cotas e contas partidárias. O balanço nacional cita ainda o pedido de impugnação contra a candidatura presidencial de Pablo Marçal, por inelegibilidade decorrente de suposto uso indevido de meios de comunicação e falta de filiação válida, e ações contra candidatos ligados ao crime organizado, caso do deputado estadual Binho Galinha, preso e condenado a 36 anos de prisão na Bahia.

O Ministério Público Eleitoral informou que acompanha a tramitação dos processos dentro dos prazos legais. Após a publicação de editais e prazo de cinco dias para contestações, cabe exclusivamente à Justiça decidir sobre o deferimento ou indeferimento dos registros. Pelo calendário eleitoral de 2026, a data-limite para o julgamento de todos os pedidos de registro pelas instâncias ordinárias é 14 de setembro.