Derrotado nas urnas em Alagoas, Renan Filho tenta se salvar aceitando o pior cargo do governo Lula no Senado

28 de outubro de 2026 às 16:03
POLÍTICA

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Redação

Após surra eleitoral para JHC e o tombo do pai na disputa ao Senado, ex-ministro virou a opção para assumir a liderança de um Congresso dominado pela oposição

A família Calheiros sofreu um duro golpe político nas Eleições de 2026. Acostumado a mandar no estado, o clã viu seu poder ruir de vez com uma derrota dupla e incontestável nas urnas alagoanas. Renan Filho (MDB) perdeu a disputa para o Governo de Alagoas para o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB). Ao mesmo tempo, seu pai, o senador Renan Calheiros (MDB), foi rejeitado pelos eleitores e ficou sem vaga no Senado, superado por Arthur Lira (PP) e Marina JHC.

Sem o comando do Estado e sem a força de antes em Brasília, sobrou para Renan Filho tentar juntar os cacos. Sem espaço garantido no primeiro escalão dos ministérios, o ex-governador passou a ser cotado para um papel indigesto: a liderança do governo Lula no Senado.

Uma "cadeira explosiva" em um Senado hostil

O cargo de líder do governo ficou vago depois que o senador Randolfe Rodrigues não conseguiu se reeleger. Nos bastidores de Brasília, a função é vista como uma verdadeira "batata quente" ou uma "cadeira radioativa".

O motivo é simples: o novo Senado terá a bancada mais conservadora e alinhada à direita desde a ditadura militar. Negociar e defender os projetos do Palácio do Planalto nesse ambiente será uma tarefa ingrata, com altíssimo risco de desgaste e pouca chance de sucesso.

Para Renanzinho Filho, acostumado a atuar sob a sombra do pai e com a máquina pública estadual nas mãos, o desafio será inédito. Resta saber se o ex-governador terá habilidade para sobreviver à pressão ou se a função vai acelerar ainda mais o seu declínio político.