Terceirizados da Saúde cruzam os braços por dois meses de salários atrasados em Alagoas

27 de outubro de 2026 às 14:39
ALAGOAS

Francês News

Trabalhadores da Reluzir, empresa terceirizada contratada pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), cruzaram os braços na manhã desta terça-feira (27) para protestar contra dois meses de salários atrasados. As manifestações ocorrem em frente ao Hospital da Mulher, no bairro do Poço, e à sede da secretaria, em Maceió.

A mobilização foi acompanhada no local pela reportagem do Francês News. Na sede da Sesau, manifestantes colocaram pneus na via e utilizaram um carro de som para cobrar o pagamento dos valores devidos.

Os funcionários atuam em serviços gerais nas unidades estaduais de saúde. Segundo os trabalhadores, os salários de setembro e outubro ainda não foram depositados e não existe uma previsão concreta para a regularização.

Trabalhadores relatam dificuldades para pagar despesas básicas

Representantes da categoria afirmam que a situação atinge mais de 2 mil funcionários distribuídos em unidades de saúde de todo o estado. Esse número, apresentado pelos trabalhadores durante o protesto, ainda depende de confirmação da empresa e da Sesau.

A folha salarial, conforme os relatos colhidos no local, costuma ser fechada no dia 20 de cada mês. Apesar disso, os terceirizados afirmam não ter recebido os vencimentos referentes a setembro e outubro.

Os manifestantes também relatam dificuldades para manter despesas básicas. Há casos, segundo a categoria, de trabalhadores que não conseguiram pagar o aluguel e receberam ordem de despejo.

Além da remuneração mensal, os funcionários cobram uma previsão para o pagamento dos demais valores pendentes. A categoria afirma que continuará mobilizada enquanto não houver uma resposta oficial sobre a regularização dos salários.

Paralisação pode ter atingido unidades de saúde

O Francês News recebeu informações de que os serviços gerais teriam sido paralisados em pelo menos quatro unidades de saúde estaduais durante a manhã. Até a última atualização desta matéria, entretanto, o número de unidades afetadas ainda não havia sido confirmado oficialmente.

Também não há, até o momento, informações sobre possíveis impactos no atendimento aos pacientes. Os funcionários da Reluzir são responsáveis por atividades de limpeza, higienização e apoio, consideradas essenciais para o funcionamento das unidades hospitalares.

A paralisação foi iniciada em pontos diferentes da capital. Parte dos trabalhadores permaneceu na entrada do Hospital da Mulher, enquanto outro grupo se deslocou para a frente da sede da Sesau, onde concentrou as cobranças ao Governo de Alagoas.

Empresa e Sesau precisam explicar atraso

A Reluzir deverá esclarecer o motivo do atraso, quantos funcionários foram afetados e quando os salários serão depositados. Já a Secretaria de Estado da Saúde precisa informar se os pagamentos do contrato com a terceirizada estão em dia e quais providências serão adotadas para evitar prejuízos aos serviços hospitalares.

O espaço permanece aberto para manifestação da Reluzir e da Sesau. A matéria será atualizada quando houver posicionamento oficial.