Albino Santos, apontado como serial killer de Maceió, vai a júri nesta quarta (7) pela morte de Mikaele Leite da Silva

07 de outubro de 2026 às 09:09
Polícia

Foto: reprodução

Por Redação

Albino Santos de Lima volta ao banco dos réus nesta quarta-feira (7), em Maceió, para responder pelo assassinato de Mikaele Leite da Silva, no bairro do Vergel do Lago, na parte baixa da capital. O julgamento acontece no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, com atuação do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL).

Apontado pelas investigações como o "serial killer" responsável por uma série de homicídios na Região Metropolitana, Albino será acusado pela promotora de Justiça Adilza de Freitas. O MPAL vai sustentar a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime

De acordo com os autos, Mikaele foi morta perto da Padaria do Tenório, no conjunto Joaquim Leão. A denúncia sustenta que o crime foi motivado pela recusa dela em reatar o relacionamento com o acusado. Segundo a acusação, a mulher foi surpreendida pelas costas e atingida por disparos de arma de fogo. Ela morreu no local, antes de receber atendimento médico.

Um histórico de condenações

Preso desde 2024, Albino responde a diversos inquéritos e processos por homicídios na região. Conforme o Ministério Público, os crimes atribuídos a ele eram planejados: arquivos achados em dispositivos eletrônicos reuniam fotos das vítimas, dados pessoais e cronogramas ligados às execuções.

Nas sessões anteriores do Tribunal do Júri, ele negou as autorias. Em agosto de 2026, porém, confessou os crimes em entrevista a um veículo de imprensa nacional.

Uma das condenações mais recentes foi em 15 de maio deste ano, quando recebeu 29 anos e um dia de prisão pela morte de José Ilso Siqueira Filho, de 24 anos. Segundo a acusação, o motivo teria sido o interesse de Albino na companheira da vítima.

Com as penas dos oito julgamentos anteriores, as condenações já ultrapassam 200 anos de prisão. O júri desta quarta se soma a essa sequência, e o resultado deve ser conhecido ainda hoje, depois dos debates entre acusação e defesa.