Líder do governo e veteranos do MDB ficam fora da nova Assembleia de Alagoas
Redação
Silvio Camelo (PV), principal articulador do Executivo na Casa, e Inácio Loiola (MDB), no quarto mandato, estão entre os deputados que não conseguiram renovar a cadeira
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O líder do governo na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), Silvio Camelo (PV), e o deputado Inácio Loiola (MDB), um dos parlamentares mais longevos da atual legislatura, não conseguiram se reeleger nas eleições deste domingo (4). Os dois integram a lista de deputados que disputaram um novo mandato e ficaram de fora da composição que toma posse em 1º de fevereiro de 2027.
A derrota de Silvio Camelo é a de maior peso simbólico. Responsável por conduzir as pautas do governo Paulo Dantas (MDB) no plenário, ele encerrou a campanha afirmando ter percorrido os 102 municípios alagoanos, mas não alcançou votação suficiente para permanecer na Casa. Candidato pela federação PT, PV e PCdoB, Silvio viu o grupo eleger três deputados, todos do PT: Teca Nelma, Ronaldo Medeiros e Marcos Barbosa.
Com a derrota, a família Camelo perde, por ora, a representação na Assembleia.
O grupo tem tradição na política de Maceió, construída pelo médico e ex-vereador Antônio Arnaldo Camelo, pai do deputado, que morreu em maio deste ano, e mantida hoje na Câmara Municipal pelo filho, o vereador Silvio Camelo Filho (PV).
No caso de Inácio Loiola, a saída encerra uma trajetória de 16 anos consecutivos no Legislativo estadual. Conhecido como o "deputado caatingueiro", ele chegou à Assembleia em 2011 e foi reeleito em 2014, 2018 e 2022. Antes, foi vereador e três vezes prefeito de Piranhas, no Sertão. Neste ano, somou 29.150 votos, abaixo dos 33.270 que garantiram o mandato em 2022.
Inácio Loiola não foi o único emedebista a ficar pelo caminho. Também deixam a Assembleia Gilvan Filho (36.770 votos), André Silva (36.535) e Francisco Tenório (32.005), todos do MDB. Mesmo com as baixas, o partido do governador elegeu 15 dos 27 deputados e segue como a maior bancada da Casa.
O resultado expõe o peso do sistema proporcional. Gilvan Filho e André Silva tiveram mais votos que Marcos Barbosa (PT), eleito com 29.873, e que Leonardo Dias (PL), que garantiu vaga com 17.178. Como o MDB concentrou muitos candidatos competitivos, votações individuais acima de 36 mil não foram suficientes para assegurar cadeira dentro da legenda.
Fora do MDB, os petistas Breno Albuquerque (20.716 votos) e Judson Cabral (3.664) também não se reelegeram.
A nova Assembleia terá 17 deputados reeleitos e dez estreantes, o equivalente a cerca de 37% das cadeiras. A maior votação foi de Cabo Bebeto (PL), com 99.165 votos.