Ex-diretora do HGE presa pela PF segue ligada à Sesau no governo Paulo Dantas

15 de setembro de 2026 às 16:53
Política

Foto: reprodução

Por Redação 

A médica Marta Celeste de Oliveira Mesquita, ex-diretora do Hospital Geral do Estado (HGE), continua vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) durante o governo Paulo Dantas, segundo documentos oficiais. Atualmente, registros administrativos apontam ligação dela com o gabinete do secretário Gustavo Pontes de Miranda, o “Gordinho Topado”.

Marta foi presa preventivamente em dezembro de 2019, durante a Operação Florence – Dama da Lâmpada, deflagrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União. A investigação apurava suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos na aquisição de órteses, próteses e materiais especiais na rede estadual de Saúde.

Após a operação, ela foi exonerada do cargo de gerente do HGE pelo então governador Renan Filho. A médica, porém, permaneceu ligada à estrutura da Saúde estadual e passou a atuar em funções vinculadas à gestão atual.

Documentos da Sesau mostram que Marta aparece relacionada ao Gabinete do Secretário em relatórios de despesas e em atos administrativos publicados pela pasta. Em junho de 2026, ela foi indicada como representante do gabinete em um grupo de trabalho voltado à assistência farmacêutica em oncologia.

A ligação ocorre enquanto Gustavo Pontes de Miranda é investigado pela Polícia Federal na Operação Estágio IV, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos do SUS em contratos da Sesau que teriam movimentado mais de R$ 100 milhões.

Conhecido como “Gordinho Topado”, o secretário chegou a ser afastado do cargo por decisão judicial por 180 dias, mas retornou após decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça. A Sesau e os citados não foram mencionados no texto sobre eventuais manifestações a respeito do caso.