MP investiga falta de professores e profissionais de apoio para alunos com deficiência em Alagoas

14 de setembro de 2026 às 14:56
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Foto: reprodução

Por Redação com Francês News

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) abriu um procedimento administrativo para investigar a possível falta de professores da Educação Especial e de profissionais de apoio escolar na rede estadual de ensino. A apuração também alcança o funcionamento das salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE).

A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAL desta segunda-feira (14). O procedimento é conduzido pela 13ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação na área da Infância e Juventude.

De acordo com o documento, a investigação teve origem em uma manifestação encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público. O relato aponta que diversas escolas estaduais estariam sem professores do AEE e sem profissionais de apoio escolar.

A suposta carência estaria prejudicando o atendimento de estudantes com deficiência, incluindo alunos com transtorno do espectro autista. A abertura do procedimento não representa confirmação das irregularidades, que ainda serão apuradas.

Processo seletivo pode não ter suprido demanda

A manifestação recebida pelo MPAL também aponta possível insuficiência no número de profissionais convocados por meio de processo seletivo vigente.

Outro problema mencionado envolve o funcionamento das salas de recursos multifuncionais, espaços destinados ao atendimento dos estudantes que fazem parte do público da Educação Especial.

Antes da abertura do procedimento, a Promotoria já havia encaminhado um ofício à Secretaria de Estado da Educação de Alagoas (Seduc) solicitando informações sobre a situação.

Como as providências necessárias não foram concluídas dentro do prazo da notícia de fato, o caso foi transformado em procedimento administrativo. Isso permitirá que o Ministério Público acompanhe a política estadual de Educação Especial de forma continuada.

Seduc deverá apresentar dados em 15 dias

A promotora de Justiça Eloá de Carvalho Melo determinou que a Seduc seja novamente notificada. A secretaria terá 15 dias para entregar as informações e os documentos solicitados anteriormente.

Entre os dados cobrados pelo MPAL estão:

  • o possível déficit de professores da Educação Especial;
  • a quantidade de profissionais de apoio escolar disponível;
  • o número de servidores vinculados ao AEE;
  • quantas salas de atendimento especializado estão funcionando;
  • a existência de concurso público ou processo seletivo para contratação;
  • as medidas administrativas adotadas para suprir eventual carência;
  • o planejamento para ampliar as salas de recursos multifuncionais.

O objetivo declarado é verificar se a estrutura disponibilizada pelo Governo de Alagoas assegura acesso, permanência, participação e aprendizagem aos estudantes com deficiência.

Depois da resposta da Seduc, o material será analisado pela Promotoria, que poderá determinar novas diligências ou outras medidas administrativas e judiciais.

O Núcleo de Defesa da Educação do MPAL também será comunicado para acompanhar a apuração.

O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria de Estado da Educação sobre os questionamentos apresentados e as providências adotadas na rede estadual.