Médicos de UPAs em Maceió denunciam atraso de salários e dívida superior a R$ 1 milhão

26 de agosto de 2026 às 08:37
Maceió

Foto: Assessoria

Francês News

Profissionais que atuam nas unidades do Tabuleiro e do Jacintinho afirmam estar sem receber valores desde dezembro e cobram solução para os pagamentos

Cerca de 84 médicos que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Tabuleiro e do Jacintinho, em Maceió, enfrentam atrasos salariais que se acumulam há meses. Segundo informações divulgadas pelo portal Agora Alagoas, os valores pendentes já ultrapassam R$ 1 milhão.

De acordo com a publicação, a dívida inclui 40% do salário referente ao mês de dezembro, além do pagamento integral dos salários de janeiro, fevereiro e março. Os profissionais afirmam que não receberam previsão sobre quando os valores pendentes serão quitados.

Desde o fim de março, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) passou a administrar diretamente as duas unidades. A mudança no modelo de gestão, no entanto, não teria resolvido as pendências financeiras relacionadas ao período anterior.

Os médicos relatam enfrentar um “jogo de empurra” entre a Sesau e o Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (InSaúde), entidade responsável pela administração anterior das unidades.

A situação afeta profissionais que atuam diretamente no atendimento de urgência e emergência em duas importantes unidades da rede pública de saúde de Maceió. Enquanto a população cobra atendimento de qualidade, os médicos reivindicam o pagamento pelos serviços já prestados.

A reportagem do Agora Alagoas informa que, mesmo após a mudança na administração das UPAs, os profissionais continuam sem uma definição sobre a responsabilidade pelo pagamento dos valores atrasados.

Até o momento, os médicos aguardam uma solução para a regularização dos salários.