Palmeira dos Índios: Pressão da Francês News e denúncia no rádio fazem DNIT recuar e rever projeto de duplicação na BR-316

12 de junho de 2026 às 17:41
Política

Foto: reprodução

Por Francês News

Uma grande vitória da mobilização popular, impulsionada pelo jornalismo sério e de denúncia, redesenhou o destino de dezenas de famílias que vivem às margens da rodovia BR-316, em Palmeira dos Índios. Construída ainda na década de 1960, quando o trecho era um completo vazio, a região viu o desenvolvimento pulsar ao seu redor, abrigando moradores e pequenos comerciantes que fincaram raízes no local há mais de 40 ou 50 anos.

O drama começou quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) operou com extrema falta de sensibilidade social. O órgão disparou notificações surpresas que davam um prazo cruel de apenas 30 dias para que as famílias deixassem suas casas e comércios com as mãos abanando, sem direito a absolutamente nada, sob a justificativa de abrir uma alça viária para a duplicação do trecho que liga o viaduto à entrada de Quebrangulo.

Diante do desespero e do abandono que rondavam a comunidade, a engrenagem só começou a girar quando o caso ganhou os holofotes da imprensa. A Francês News entrou em campo e soltou várias matérias contundentes denunciando a situação, mostrando o absurdo que estava prestes a acontecer e cobrando providências das autoridades. O estopim final veio quando o caso estourou também nas ondas do rádio, onde o radialista deu espaço exclusivo para uma das moradoras afetadas relatar o drama ao vivo.

O barulho provocado pelo rádio, somado à forte cobertura e pressão exercida pelo portal Francês News, gerou um clamor social insustentável. Sem saída diante do desgaste público e da exposição do problema, as autoridades foram forçadas a se movimentar e agendaram reuniões de conciliação com o órgão federal.

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O recuo do DNIT diante do vexame público


Após a mobilização popular e as reuniões de cobrança, a postura do DNIT mudou radicalmente. O tom impositivo deu lugar a uma postura defensiva e à admissão de que o projeto original precisará ser totalmente modificado para não destruir a história da comunidade.

Os representantes técnicos do DNIT e da construtora responsável pela obra assumiram publicamente o compromisso de colocar o traçado no papel novamente. Eles explicaram que, embora a execução física seja rígida, a legislação de contratação integrada permite que a administração pública altere e adapte o projeto para evitar danos sociais.

"Nosso trabalho agora, junto com a construtora, é fazer o dever de casa e alterar o projeto para que ele não prejudique a vida de vocês", afirmou o porta-voz do órgão durante o encontro.

Alívio para a maioria e freio nas demolições


O levantamento apresentado na reunião trouxe um alívio temporário para o plenário. Das cerca de 40 residências que estavam na linha de tiro do despejo, o DNIT esclareceu que, tecnicamente, o traçado original ameaçava o patrimônio de apenas 4 imóveis. Os outros 36 foram classificados como fora de risco.

O objetivo da revisão do projeto é criar soluções de engenharia — como um acesso modificado na rotatória e o direcionamento do fluxo para uma pista marginal — que consigam poupar e contornar até mesmo esses 4 imóveis remanescentes. Com a revisão em pipelines, todas as notificações de desocupação e ações de campo na porta dos moradores foram imediatamente suspensas.

Uma nova reunião deve ocorrer em breve para que os engenheiros mostrem os mapas corrigidos à comunidade.