Farra das gratificações: Gestão de Marcelo Victor gasta quase R$ 110 milhões com comissionados na Assembleia
Por Redação
A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), sob a presidência do deputado Marcelo Victor (MDB), abriu as torneiras do dinheiro público no primeiro quadrimestre de 2026. Em apenas quatro meses, a Casa de Tavares Bastos já desembolsou impressionantes R$ 109.900.972,91 apenas com gratificações para cargos comissionados, aqueles de livre nomeação e que não exigem concurso público.
Os dados constam no próprio Balancete da Despesa do Legislativo estadual. Até agora, o montante empenhado para essa finalidade já chega a R$ 118,2 milhões, dos quais quase R$ 110 milhões foram efetivamente pagos, mostrando o tamanho do trem da alegria que sustenta a estrutura política da Casa.
A dinheirama ganha um contorno ainda mais polêmico quando se observa o Diário Oficial. O ritmo de contratações está acelerado: só no mês de maio, a Assembleia registrou 187 nomeações de comissionados. Nos primeiros onze dias de junho, foram mais 118 nomeações e 39 exonerações, mantendo a máquina administrativa em ritmo de dança das cadeiras.
Para se ter uma ideia de como os salários engordam rápido por lá, um dos cargos mais cobiçados nas últimas nomeações é o de Assessor Administrativo Especial. A remuneração base é de R$ 11.779,70, mas, graças à famosa Gratificação de Dedicação Excepcional (GDE), o contracheque do funcionário pode dobrar e atingir a bagatela de R$ 23.559,40 por mês.
No total geral de gastos, a Assembleia Legislativa já consumiu R$ 204.791.185,42 do orçamento público alagoano neste início de ano. Isso significa que mais da metade de tudo o que o Legislativo gastou até agora foi usado unicamente para pagar os bônus e agrados da dinastia de cargos comissionados de Marcelo Victor.