Influencer cobra Paulo Dantas sobre caso de estupro com suspeito foragido: "E se fosse a sua filha, governador?
Por Redação
O influenciador e apresentador Guilherme Pallesi, o Guipa, passou a cobrar publicamente o governador Paulo Dantas por respostas no caso de estupro que segue sem desfecho no interior de Alagoas. Em vídeos e publicações nas redes sociais, ele direciona críticas diretas à atuação das autoridades e à demora na prisão do principal suspeito.
Em uma das postagens, o influenciador escreveu: “Alô @tjal.oficial @paulodantasalagoas, o Bin Laden foi achado mais rápido pelos EUA do que o Vitinho, hein?! Que falência. O povo exige respostas! Não acharam porque eu tô certo, né?! Tem gente grande na parada, né?! Por que não quebraram o sigilo bancário e telefônico do pai do meliante? Se fosse com a sua filha, governador, demoraria tudo isso? Duvido!”.
Nos vídeos, Guipa também reforça as acusações e amplia o tom das críticas. “É inadmissível que um crime dessa gravidade siga sem resposta. O governo de Alagoas tem que entrar em ação, o Tribunal de Justiça tem que ser pressionado”, afirmou. Em outra publicação, declarou: “Não é só o Vitinho. Tem outras pessoas envolvidas e gente poderosa acobertando. A gente não consegue encontrar porque estão protegendo”.
Em falas adicionais, o influenciador questiona a condução da investigação e sugere omissões. Ele afirma que, na avaliação dele, não houve medidas investigativas suficientes e que o caso estaria sendo travado por interesses externos. Também tem insistido na tese de que pessoas influentes estariam envolvidas ou protegendo o suspeito, embora não tenha apresentado provas.
O caso citado envolve a jovem Maria Daniela Ferreira Alves, de 20 anos, que relatou ter sido dopada, agredida e abusada sexualmente após uma confraternização em Coité do Noia, no Agreste alagoano, em 6 de dezembro de 2024. O principal suspeito é Vitor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, que teve a prisão preventiva decretada e é considerado foragido desde então.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, exames toxicológicos identificaram no organismo da vítima substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina — medicamentos com efeito sedativo. Laudos médicos também apontam que a jovem sofreu privação de oxigênio, resultando em traumatismo craniano grave. Ela ficou em coma por cinco dias e, desde então, enfrenta sequelas neurológicas e psicológicas.
O caso ganhou repercussão nacional após reportagem do jornalista Roberto Cabrini, que esteve em Alagoas para ouvir a vítima. Em entrevista, Maria Daniela relatou as dificuldades enfrentadas após o crime, incluindo limitações físicas e o impacto emocional.
A defesa de Vitor Bruno nega as acusações e sustenta que a relação foi consensual. Os advogados da vítima contestam a versão com base nos laudos médicos e nas circunstâncias em que ela foi encontrada. A investigação segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público de Alagoas. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 181.