Brasileiros por outras bandeiras podem levar o país a um novo recorde na Copa de 2026
Por Redação
A Copa do Mundo FIFA de 2026 pode registrar um feito que passa longe da comissão técnica, mas se consolida dentro de campo. Mesmo sem treinadores brasileiros à beira do gramado, o país tende a ampliar sua presença no torneio por meio de atletas naturalizados que defendem outras seleções.
Pelo menos cinco países monitoram jogadores nascidos no Brasil com chances reais de convocação: Qatar, Paraguai, Portugal, Canadá e Estados Unidos. A soma inicial já aponta para nove nomes na disputa por vagas.
O Qatar aparece na dianteira, com três brasileiros no radar: Lucas Mendes, Guilherme Torres e Edmilson Júnior. Paraguai e Portugal vêm logo atrás, cada um com dois atletas acompanhando de perto o ciclo final de convocações.
Maurício e Carlos Coronel são as opções paraguaias. Em Portugal, Matheus Nunes e Otávio seguem integrados ao grupo. No Canadá, Tiago Coimbra surge como alternativa, enquanto Johnny Cardoso figura entre as possibilidades dos Estados Unidos.
O cenário atual dialoga com um histórico que atravessa décadas. O primeiro brasileiro a disputar uma Copa por outra seleção foi Filó, campeão pela Itália em 1934. O caso abriu um caminho que, desde então, se repete em diferentes gerações.
O recorde de brasileiros naturalizados em uma única edição ocorreu na Copa do Mundo FIFA de 2018, com dez atletas espalhados por diversas seleções. A projeção para 2026 indica que essa marca pode ser igualada ou até superada.
Outros nomes ainda disputam espaço, como Gustavo Hamer, observado pela Holanda. A lista definitiva dependerá das escolhas técnicas às vésperas do torneio, o que mantém o número em aberto.
Na Copa do Mundo FIFA de 2022, apenas Portugal contou com brasileiros, mantendo a tradição recente. A tendência agora é de expansão, com mais camisas e mais oportunidades para atletas formados no futebol brasileiro.