MP vai recorrer após Justiça negar prisão de donos de clínica investigados na morte de esteticista em Marechal Deodoro

09 de abril de 2026 às 09:17
Polícia

Foto: reprodução

Por Redação

O Ministério Público de Alagoas anunciou que vai recorrer da decisão que negou a prisão preventiva dos donos da clínica de reabilitação Luz e Vida, investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant'Anna, em Marechal Deodoro. A denúncia também atinge uma tia da vítima.

A juíza Fabíola Feijão acatou parte dos pedidos da Promotoria, autorizando busca e apreensão e quebra de sigilo de dados, mas entendeu que os investigados em liberdade não representam ameaça à ordem pública nem risco ao andamento do processo.

O promotor Adriano Jorge discorda e pretende levar o caso a uma instância superior. Para ele, a prisão era necessária para proteger testemunhas e ex-residentes da clínica que prestaram depoimento.

O que os relatos descrevem dentro da unidade é grave. Segundo o MP, a investigação reuniu depoimentos que apontam agressões físicas e o estupro de uma adolescente que deveria estar sob cuidados no local. Testemunhas também relataram comportamento violento do proprietário da clínica, que já se encontra preso por outro crime de estupro, tramitando em vara separada. A esposa dele é apontada como participante direta nas agressões contra Cláudia Pollyanne e outros internos.

Entre os itens que podem ser apreendidos com a autorização judicial estão celulares, computadores, receituários, contratos, laudos e prontuários de pacientes.

O caso segue em investigação.