Desaparecimentos em série expõe fragilidade da segurança de Paulo Dantas e viram manchete nacional

26 de março de 2026 às 08:53
Política

Foto: reprodução

Por Redação 

O que deveria ser vitrine do turismo em Alagoas e potencializar toda uma cadeia produtiva, virou motivo de alerta e desgaste nacional. A chamada Rota Ecológica dos Milagres, destino paradisíaco frequentado por celebridades e palco de eventos exclusivos, agora aparece no noticiário como símbolo de insegurança e ineficiência investigativa.

Nesta quarta-feira, o UOL trouxe um levantamento que aponta que ao menos 19 pessoas desapareceram em pouco mais de dois anos nas cidades de São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras e Passo de Camaragibe, sem que os casos tenham sido devidamente solucionados. Só em 2025, foram 11 registros. Em 2026, já são três novos desaparecimentos confirmados.

Estas ocorrências estão ligadas à presença crescente de facções criminosas nesta região, e o cenário escancara a incapacidade do Estado de prevenir ações violentas, e também em dar respostas efetivas à população local e de toda Alagoas. 

Moradores silenciam diante do medo e a inteligência da Polícia, comandada pelo governo do Estado, é ineficaz, uma vez que os crimes voltam a acontecer reiteradamente. 

O Comando Vermelho tem sido apontado como principal força por trás da escalada da violência, impondo uma “lei do silêncio” que paralisa investigações e intimida moradores.

A consequência direta é o travamento de inquéritos. Muitos casos acabam arquivados sem desfecho, aprofundando o sofrimento das famílias e reforçando a sensação de impunidade. 

Apesar de operações pontuais e discursos de enfrentamento, os números revelam um quadro persistente. Além dos desaparecimentos, os homicídios seguem em patamar elevado, consolidando uma curva de violência que não acompanha o crescimento econômico da região.