Marcinho VP processa ex-chefe da Polícia Civil do RJ e pede R$ 100 mil por danos morais

23 de março de 2026 às 09:01
Polícia

Marcinho VP processa ex-chefe da Polícia Civil do RJ e pede R$ 100 mil - Foto: Reprodução

Por Redação 

 Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos nomes mais conhecidos do crime organizado no Rio de Janeiro, ingressou com uma ação judicial contra o ex-secretário de Polícia Civil do estado, Felipe Curi, e também contra o Estado do Rio de Janeiro. O processo, movido neste ano, pede indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil.

Na ação, a defesa do detento sustenta que Curi, durante seu período à frente da Polícia Civil, teria feito declarações públicas atribuindo a Marcinho VP a condição de liderança ativa de facção criminosa sem respaldo em investigações formais ou decisões judiciais.

Argumentos da defesa

Os advogados de Marcinho VP argumentam que o interno está submetido há anos a um regime de segurança máxima no sistema penitenciário federal, com controle rigoroso de comunicação, visitas e deslocamentos — o que, segundo eles, inviabilizaria qualquer atuação externa.

A petição também menciona um documento da direção da unidade prisional onde ele está custodiado, que aponta a inexistência de registros que indiquem participação do preso em crimes fora do presídio.

Além da indenização, a defesa solicita que as declarações atribuídas ao delegado deixem de ser repetidas e que haja uma retratação pública nos mesmos canais em que foram divulgadas.

Decisão da Justiça

O pedido de urgência para interromper as supostas acusações foi negado pela Justiça do Rio. A magistrada responsável entendeu que o tema exige análise aprofundada de provas antes de qualquer medida liminar.

Na mesma decisão, foi determinado que a ação seja ajustada para tramitar apenas contra o Estado do Rio de Janeiro, seguindo entendimento jurídico que responsabiliza o ente público por atos de seus agentes no exercício da função.

Contexto

Neste mês, Felipe Curi anunciou que deixará o comando da Polícia Civil do Rio de Janeiro para disputar as eleições. A saída do cargo ocorre em meio a articulações políticas, enquanto o processo movido por Marcinho VP segue em tramitação.