Sindicato denuncia abandono da educação no Cepa: evasão de alunos, falta de professores habilitados e estrutura precária

03 de março de 2026 às 09:05
Política

Sinteal visita Cepa e define agenda de lutas contra esvaziamento e falta de estrutura em escolas técnicas - Foto: Thiago Ataíde/Ascom Seduc

Por Francês News

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) esteve no Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa) na manhã de segunda-feira (2) para discutir a situação crítica das escolas localizadas no complexo. Em pauta, o abandono da educação pública, marcado pelo esvaziamento das salas de aula, pela falta de professores habilitados e pela estrutura precária das unidades de ensino.

Após a reunião com profissionais da educação, ficou definida uma agenda de lutas para as próximas semanas. Segundo Izael Ribeiro, presidente do Sinteal, a primeira parte da programação inclui uma reunião com o Ministério Público de Alagoas (a ser agendada), a participação de uma ala do Cepa na Marcha dos Aposentados, em 27 de março, e uma série de atividades de mobilização que vão além do complexo.

De acordo com Izael, a transformação das escolas do Cepa em unidades de ensino técnico tem gerado graves problemas. "As escolas foram tornadas em escolas técnicas, e isso tem provocado uma série de dificuldades. Desde a falta de estrutura, porque são integrais, até a devolução de professores à Seduc por causa da redução do número de matrículas. Os estudantes não têm demonstrado interesse nesse formato de ensino", relatou.

O presidente do Sinteal destacou ainda que o modelo técnico não permite a entrada de novos alunos durante o curso, que segue do primeiro ao terceiro ano de forma fechada. Isso tem causado vagas ociosas e, ao mesmo tempo, superlotação em escolas de ensino regular de outras regiões. "O formato técnico não permite o ingresso de novos estudantes durante o decorrer do curso, o que aumenta a desorganização da rede, gerando vagas ociosas, além de não ter professores para ministrar essas aulas", completou.

Outro ponto levantado pelo sindicato é a ausência de docentes com formação adequada para atuar no ensino técnico, aliada à infraestrutura insuficiente das escolas. "As escolas também não possuem a devida estrutura para o ensino técnico", afirmou Izael, reforçando que a situação compromete a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.