Trump confirma convite a Lula para integrar “Conselho da Paz” e aponta papel de destaque ao brasileiro

21 de janeiro de 2026 às 07:47
Mundo

Donald Trump, presidente dos EUA, durante coletiva na Casa Branca - Foto: Reprodução

Por Redação com agências 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (20) que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para participar do chamado “Conselho da Paz”, instância internacional que pretende criar com a proposta de atuar na mediação e reconstrução de áreas afetadas por conflitos armados.

A confirmação ocorreu durante entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, após questionamento da repórter Raquel Krähenbühl, da TV Globo. Ao ser perguntado sobre a presença de Lula no grupo e o papel reservado ao presidente brasileiro, Trump respondeu: “Um grande papel. Eu gosto dele”.

Segundo o presidente norte-americano, o conselho teria como foco inicial a Faixa de Gaza, com possibilidade de atuação futura em outros cenários de instabilidade internacional. A proposta prevê mandatos de três anos para os integrantes, além da opção de cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão.

Durante a coletiva, Trump voltou a fazer críticas à Organização das Nações Unidas. Ao ser questionado se o novo conselho substituiria a ONU, afirmou: “A ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente”.

O evento marcou o primeiro ano do segundo mandato de Trump na presidência dos Estados Unidos. No balanço apresentado, o republicano declarou que sua gestão teria contribuído para encerrar ou evitar conflitos internacionais, avaliação que é contestada por analistas.

O discurso também abordou temas recorrentes do governo, como imigração e segurança. Trump voltou a criticar imigrantes, citando cidadãos somalis, e defendeu a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), apesar das controvérsias recentes envolvendo a morte de uma cidadã americana durante uma operação da agência em Minnesota.

O presidente ainda afirmou que pretende iniciar, “muito em breve”, ações terrestres contra o tráfico de drogas na América Latina, sem detalhar os países envolvidos. Antes da coletiva, a Casa Branca divulgou um documento de 31 páginas listando 365 medidas classificadas pelo governo como realizações do primeiro ano do novo mandato.