Pacientes com enfisema pulmonar enfrentam falta de medicamentos essenciais fornecidos pelo Governo de AL

21 de janeiro de 2026 às 07:37
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Denúncia diz que faltam medicamentos para efisema pulmonar na CEAF, antiga Farmex - Foto: Arquivo/Carla Cleto/Ascom Sesau

Por Francês News

Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), conhecida como enfisema pulmonar, estão enfrentando a falta de medicamentos essenciais fornecidos pelo governo do estado de Alagoas. A denúncia foi feita ao portal Cada Minuto pelo médico pneumologista Aldo Agra de Albuquerque Neto, presidente da Associação Alagoana das Doenças do Tórax, que alerta para o risco de agravamento da doença, internações e mortes devido à interrupção do tratamento.

“O problema é que estão faltando todas as medicações para que o paciente não piore e precise ser internado”, afirmou o especialista. Entre os remédios em falta estão Alenia, Spiolto, Olodaterol e Anoro Ellipta, broncodilatadores de uso contínuo que controlam os sintomas da doença progressiva e sem cura. Aldo Agra critica ainda a falta de comunicação do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), que não teria dado “nenhum posicionamento” sobre a normalização do fornecimento.

A DPOC é uma condição debilitante, muitas vezes causada pelo tabagismo, que dificulta a respiração e causa tosse crônica. A suspensão do tratamento pode levar a exacerbações graves. “Quando se tiram essas medicações dos pacientes, eles podem piorar os sintomas e ficam suscetíveis a exacerbações, aumentando as possibilidades de serem hospitalizados e até morrer”, alertou o pneumologista.

Questionada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas informou que o medicamento Alenia teria chegado ao CEAF. No entanto, não há informações sobre a regularização dos demais fármacos essenciais para os pacientes, que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para manter o tratamento ambulatorial.

A situação expõe a vulnerabilidade dos pacientes crônicos e a fragilidade na logística de distribuição de medicamentos de alto custo, colocando em risco a saúde de uma parcela da população que já lida com uma doença limitante e progressiva.