O deputado federal Marx Beltrão (PP) fez duras críticas à política econômica do governo federal nesta sexta-feira (16), ao afirmar que a gestão atual transformou o Estado em uma “máquina de arrecadar”, enquanto falha em entregar crescimento, redução do custo de vida e melhorias concretas nos serviços públicos.
Segundo o parlamentar, o país vive um cenário de aperto fiscal permanente, no qual a população é chamada a pagar cada vez mais impostos, apesar de a arrecadação federal bater recordes. Para ele, o modelo econômico em curso se sustenta quase exclusivamente no aumento de tributos, na criação de novas cobranças e na elevação de alíquotas, atingindo combustíveis, consumo e setores produtivos estratégicos.
Beltrão destacou que decisões recentes ampliaram a carga tributária em todo o país, com impacto direto na inflação e no orçamento das famílias, sobretudo das mais pobres. “O governo não corta privilégios nem desperdícios. Ele escolhe o caminho mais fácil: aumentar imposto”, afirmou.
O deputado também questionou a falta de um plano consistente de controle de gastos e de eficiência administrativa, mesmo diante de níveis históricos de arrecadação. Na avaliação dele, o novo arcabouço fiscal acaba engessando investimentos, desestimulando o setor produtivo e gerando insegurança econômica, ao mesmo tempo em que abre espaço para mais impostos como forma de equilibrar as contas públicas.
Outro ponto levantado foi o efeito em cadeia do aumento de tributos sobre itens essenciais. Para Marx Beltrão, a atual política penaliza trabalhadores, empreendedores e produtores, ao elevar custos de transporte, alimentos e serviços básicos. “Quando gasolina, diesel e energia ficam mais caros, tudo fica mais caro. E quem paga essa conta é o povo”, disse.
O parlamentar defendeu uma mudança imediata de rumo na condução da economia, com foco em estímulo aos investimentos, fortalecimento da produção nacional e respeito ao contribuinte. “Não existe justiça social com imposto alto e crescimento baixo. Não existe desenvolvimento com o Estado sufocando a economia”, concluiu.