Seis representações em um único ano: Eudócia resgata trajetória de Renan Calheiros marcada por denúncias e crises no Senado
Por Redação com Francês News
Mais de quatro décadas no poder e uma trajetória que também acumulou denúncias, investigações e processos. Em discurso no Senado, Dra. Eudócia resgatou episódios da vida política de Renan Calheiros que marcaram o Congresso Nacional e que, segundo ela, não podem desaparecer da memória dos alagoanos.
Em apenas um ano, Renan foi alvo de seis representações por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado (2007). As ações começaram em maio e envolveram diferentes acusações que colocaram o então presidente da Casa no centro de uma das maiores crises políticas daquele período.
Uma das representações investigava a denúncia de que despesas pessoais de Renan, entre elas o pagamento de pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, teriam sido intermediadas por um funcionário da construtora Mendes Júnior. O caso avançou no Conselho de Ética. Em setembro de 2007, por 11 votos a 4, o colegiado aprovou relatório que apontava quebra de decoro e recomendava a perda do mandato do senador. A decisão final, no entanto, cabia ao plenário. Na votação, Renan foi absolvido e permaneceu senador.
Mas aquela era apenas uma das seis representações apresentadas contra ele naquele ano. As demais envolveram suspeitas relacionadas à cervejaria Schincariol, aquisição de veículos de comunicação, suposta intermediação de negócios e outras acusações levadas ao Conselho de Ética.
A longevidade de Renan no poder também foi acompanhada por sucessivos questionamentos públicos. Ao longo dos anos seguintes, seu nome apareceu em investigações conduzidas pela Polícia Federal, pela Procuradoria-Geral da República e em processos analisados pelo Supremo Tribunal Federal.
Para Alagoas, fica um retrato difícil de ignorar: seis representações por quebra de decoro contra um único senador em apenas um ano e sucessivas investigações por décadas.
E em ano eleitoral, quando o eleitor volta a decidir quem continuará falando em nome de Alagoas, memória também pesa na escolha. Porque eleição não é apenas sobre o que os candidatos prometem daqui para frente. É também sobre lembrar o que cada um carrega na própria trajetória.